O Advento
- centraldocatequist
- 6 de nov. de 2022
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O Advento é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a paz.
Tem sempre início no domingo mais próximo do dia 30 de novembro, e termina no dia 24 de dezembro, véspera do Natal.
Advento, vindo do latim, com o termo adventum, significa vinda ou chegada.
O tempo do Advento corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, para iluminar a vigília do advento, a preparação para a vinda da luz ao mundo. Simboliza que Jesus Cristo é a luz do mundo. Ao acender as velas, normalmente é aberto com a bênção das velas, canto e oração própria.
1º Domingo do advento - Acende-se a PRIMEIRA VELA: a vela da vigilância.
O primeiro domingo do Ano litúrgico, é o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperam o nascimento de Jesus Cristo.
2º Domingo do advento - Acende-se a SEGUNDA VELA: a vela da preparação.
Essa simboliza a esperança, e, representa a fé dos Patriarcas. Eles creram no dom da terra prometida. Para nós, simboliza a esperança da vida eterna com Deus, desfrutando de sua vida bem-aventurada.
3º Domingo do advento - Acende-se a TERCEIRA VELA: a vela do testemunho.
No 3º domingo, acendemos a vela roxa clara, quase rosa, porque é o domingo da alegria, desde a alegria do rei Davi, que celebrou a aliança e sua perpetuidade. Esta alegria vem da chegada do Salvador prometido por Deus e anunciado pelos profetas.
4º Domingo do advento - Acende-se a QUARTA VELA: a vela do serviço.
Última vela acesa no último domingo do Advento, aquele que antecede o Natal; representa o ensinamento dos profetas que anunciam um Reino de paz e de justiça. Vela branca porque é o símbolo da paz que Jesus veio trazer.
A coroa de advento
A Coroa do Advento é decorada em função da devoção de cada pessoa.
A coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos:
A forma circular: O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma ideia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.
As ramas verdes: Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta. O ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter fé e a esperança apesar das tribulações da vida.
A fita vermelha: A fita e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o Amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.
As bolas: As bolas simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.
As quatro velas: As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador. O mais adequado é que todas as velas da coroa do Advento sejam roxas, com exceção de uma que pode ser rosa para lembrar o Domingo Gaudete.
Neste ponto, temos que fazer uma cuidadosa distinção: as velas roxas são usadas na coroa do Advento, mas não fazem parte das velas para celebração do Santo Sacrifício da Missa, uma vez que a coroa do Advento surgiu da piedade popular. O segundo ponto é que as velas para a celebração da Missa não seguem a cor usada pelo celebrante. Portanto, é errado usarmos velas verdes durante o tempo Comum, ou vermelhas no Domingo de Ramos. As velas, como nos orientam os documentos da Igreja, devem ser de cera amarela ou de parafina branca, independente da cor litúrgica do dia. Somente o sacerdote manifesta a cor litúrgica do dia. Outra razão para não serem usadas as velas coloridas é que todos os símbolos da liturgia devem ser naturais, assim como a água, o vinho e etc.
As figuras do Advento
Isaías: Isaías é o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados.
João Batista: É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento. Por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
São José: Nos textos bíblicos do Advento, se destaca São José, esposo da Virgem Maria, como o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".


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